Jurei mentiras
E sigo sozinho
Assumo os pecados
Os ventos do norte
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minh'alma cativa
Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos torto


Nick:Luka
Sou: Mulher (tá)
Idade:21 anos
Moro:Toronto, Canadá
Faço:Psicologia(afe!)

^Resto^(arquivo)
Meu Fotolog(fotos)

Meu outro fotolog
Contos de vampiros







Raspas e Restos

Sábado, Janeiro 01, 2005

*Este Blog foi editado*
Para posts recentes
Luka Os outros


Sábado, Abril 03, 2004

Novo endereço do blog
http://raspaserestos.blogger.com.br
Luka Os outros


Sábado, Janeiro 17, 2004

A m**d@ do Blogger.com.br não está deixando pessoas de fora do Glorioso( aka Brasil) entrarem em Blogs em seu dominio.
Por enquanto vou continuar com os dois blogs.
Luka Os outros


Quinta-feira, Outubro 16, 2003

Bom, as coisas em casa estao um pouco melhores... quer dizer, eu fico na minha e meus pais ficam na deles ( sim, essa frase ficou horrivel.) .
Finalmente mudamos de apartamento, e depois de 2 semanas, ja esta quase tudo arrumado. Livros nas prateleiras, roupas nos armarios, som e tv instalados...
Do esta faltando a net e a tv a cabo. Argh, o carinha vinha instalar hj... mas cade dele aparecer?

Ps: credo, como venta nessa cidade!!!! O vento quase me levou ontem, e o pior eh que nao tem nenhum exagero nessa afirmacao
Luka Os outros


Segunda-feira, Setembro 22, 2003

Depois de quatro meses no Brasil, voltar para o Canadá é estranho.Principalmente porque antes eu morava em Vancouver, e enquanto estava fora, nos mudamos para Toronto.
Nos primeiros dias aqui, eu estranhei o meu quarto. Acordava á noite e não sabia onde estava. Esperava estar no quarto de hospedes na casa da minha vó.
Estranha sensação de não ter lar.
De tanto faz ficar na rua ou voltar “pra casa”. Quer dizer, a diferença é que em casa tem comida, cama e calor; e os meus gatos.
Assim, quem sabe, pelo menos eu fico conhecendo bem a cidade...

Luka Os outros


Quinta-feira, Setembro 18, 2003

Paciência, não instalaram o "speedy"ainda.
Calma, muito para falar...
Cabeça a mil.
Postando aos poucos. Favor não estranhar posts falando de coisas antigas.

Luka Os outros


Quarta-feira, Agosto 27, 2003

Vontade de aprontar.
Luka Os outros


Sábado, Agosto 09, 2003

Recuperação
Ah, como eu odeio anestesia geral. É detestável acordar na sala de recuperação semi-consciente, usando máscara de oxigenio e com o calcanhar todo estropiado(?!?). Sem falar dos vômitos sanquinolentos que duraram quase um dia todo, e da sensação de fraqueza geral.
Enfim, aqui estou com a boca inchada, canto dos lábios com cicatrizes negras e um pouco de dor.E sem poder abrir a boca mais do que dois centimetros. A minha mandibula está toda dormente. Tenho a sensação de que a minha lingua está enorme. Saliva grossa e gosmenta. Tomando analgésico e antibiótico. Tomando tudo meio frio e de canudinho.
Ainda bem que está frio e chove lá fora, senão ficar em casa seria mais torturante ainda!
Luka Os outros


Segunda-feira, Agosto 04, 2003

Cirurgia Ortognática.
Então, eu vou ali fazer uma cirurgia. Ali na Santa Casa.
Coisa simples e tranquila (palavras do cirurgião): só vão cortar o osso da minha mandibula, e "jogar pra trás".
É mais ou menos isso:
300
E depois amarrar a minha boca por uma semana. Ah, talvez eu perca provisoriamente a sensibilidade na região, tenha dificuldades pra falar e engolir. E vai haver sangue, e uns pontos por dentro da boca.
Tudo isso porque? Porque a minha mandíbula cresceu demais, então os dentes de baixo não encostam nos de cima. É, deve dar bem uns 4 milimetros entre as duas arcadas. Então tá, wish me good luck!

Luka Os outros


Sábado, Agosto 02, 2003

No ônibus, do nada, encontro uma amiga do primário/ginásio. O estranho foi que eu a reconheci de imediato, e ela estava bem diferente. E me surpreendi, pois gostei de reencontra-la! Sabe, eu normalmente não gosto de esbarrar em conhecidos.A conversa fluiu naturalmente, e nem éramos tão próximas assim.
Realmente, foi um contato imediato do terceiro grau!!!
Luka Os outros


Segunda-feira, Julho 21, 2003

Nostalgia
Sim, essa será uma crise violente de nostalgia.
Etapa: Ana Rosa. corredores gelados e classes quentes. Carteirinha( ou seria Coleirinha?).Escadas para todo canto. Tiazinhas(inspetoras) chatas. Provas, turma A e B. Cheiro de giz. Guarda-pó azul smurf com "listra"de giz amarelo. Madrugar. Quadro de avisos. Pessoas interessantes. Correr em circulos com o ridiculo uniforme de educação fisica. Retirar material nas secretarias.Enfrentar o congestionamentos das escadas nas horas de saida e dos intervalos. Congestionamento do A e do D, na hora de comprar lanche. Setor de alunos. Meu primeiro 0,5 ( de geometria). A raiva do remanejamento, o friozinho na barriga de olhar as listas com as classes novas. Reuniões na hora do recreio e do almoço.Almoçar de marmita num cantinho escondido. Paixões platônicas. Chão daquela borracha de circulos pretos. Cadeiras pregadas em fileiras ( a gente ia rouba-las?) Tablado. Apagadores enormes. Pão de batata na cantina. Carvalho. Medo de não entrar na faculdade. Sair da rec e ir pra paulista, ou pro centro cultural.

Coopercotia: Me aventurar na operação monstro, e conhecer melhor sampa. Cerimonial, hastear a bandeira, formar. Cantar em grupo. Dar o grito de equipe e de grupo. Receber uma especialidade nova, ou a promessa( e cantar a canção, claro!). Carregar o totem da equipe com um misto de enfado e de orgulho( eu vivia esquecendo-o!). Ouvir o apito da chefia. Participar da montagem da sede "nova' de B2... planejar o canto de equipe(Ipê). Lavar panelas enormes nos multirões da festa junina e do Udon. Trabalhar nas barraquinhas das 2 festas. E no encerramento das festas, cantar a canção da despedida( de mãos entrelaçadas) e dar os gritos. Sair de madrugada pra acampar. Eu sempre fui uma negação em pioneiria! A parte legal do fogo de conselho. Inspeção de barracas. Carne moída, macarão e estrogonofe. Trocar insignias no jamboree. Cantar a musica no jamborre na cerimonia de enceramento. Saber o lugar e o significado de cada insignia e distintivo. Passagem pra guia!!! Dormir em barraca, usar salomé ( eca!!!). Acampamento "natural". Levantar uma barracar. Atividade conjunta. Coisas com lama. Matar uma galinha! Barraca alagada.

Teatro: andar descalça. gritar. tentar falar alto e claro. Falar palavrão.marcação de cena. cacos. Merda!!! burburinho proibido nas coxias. almoçar tds juntos antes das aulas. Gisa. decorar texto. escrever texto. inventar personagens, escrever seus perfis e histórias. música. levar bronquinhas. orgulho de fazer teatro. Pintar os cenários, escolher o figurino. Ir em peças profissionais e tentar "olhar com outros olhos". cheiro de pão ( a sala era em cima de uma padaria). Dançar roda. Cheiro de cigarro.

Balé: Infância. Começar a usar a barra mais alta.Mais tarde, cuidar das menores nas coxias do espetáculo de final de ano. Comprar a primeira sapatilha de ponta. Fazer o primeiro calo. Brincar de pega-pega na ponta. Quebrar corretamente ( com a força do pé) a sapatilha. Quebar na mão a sapatilha de ponta, enquanto a professora não olha. Entrar e memorizar a correografia. Competição. Provar as fantasias. Coque-grampos e gel. Colant rosa apertado( argh) e meia rosa pinicante. Poder começar a usar colant e meias pretas ( ueba!!!)"Virar" a correografia. "Quebre uma perna"!. Exames de final de ano. Abrias espacatti. Fazer diagonal. Amigas que perdi o Contato. Se trocar entre um numero e outro...
Luka Os outros


Sábado, Julho 19, 2003

Tirar Sangue
Não, eu não tenho medo de agulhas ( mas não conseguiria tomar baque na veia). Até acho legal a vista de sangue. Meu sangue, por sinal, é vermelho- escuro- puxando- para- o- marrom (me disseram q existem diferentes tonalidades).
Doeu, tá. Ok, doeu um pouquinho só. Principalmente por que a enfermeira inexperiente não conseguiu pegar a veia- e ficou me cutucando. Mas doei sangue, sim.
E agora estou com dois hematomas, um em cada braço.
Mas orgulhosa de mim mesma, a boba.

Luka Os outros


Domingo, Julho 13, 2003

Assalto
Pois é, pressenciei um assalto. ( Agora posso definitivamente dizer que estive em São Paulo).
O assaltante roubou o boné de um cara, pulou a roleta, berrou q queria o dinheiro do caixa, mostrou a arma. Todos abaixamos.
Aí, berrou alguma coisa com o motorista, atirou naquela caixa preta grande, desceu. Ficou ameaçando do lado de fora. E o onibus foi embora.
O assalto me fez lembrar das minhas aulas de criminologia. Tipo, o curso inteiro passou pela minha cabeça: teorias, discussões, etc.
Então eu continuei o meu caminho- procurando não pensar muito no assunto. Eu sabia q se pensasse demais ou voltasse imediatamante pra casa eu nunca mais andaria de ônibus em São Paulo. E, ser assaltada duas vezes no mesmo dia seria o cumulo do azar.
Ah, mas tive o cuidado de não mencionar nada para a familia. De paranóia basta a minha, né não?


Luka Os outros


Segunda-feira, Julho 07, 2003

Eu ia numa reuniao de ex-colegas do colegial. Fui no ano passado, foi legal.
Mas, eu comecei a pensar. Pensei tanto, que esqueci de marcar a passagem de volta pra sampa. E acabei n indo a tal reuniao.
1) Como pessoas que eu via tds os dias, que eram importantes pra mim, se tornam semi-desconhecidos? E pra encontrar quem eu encontrei por 3 anos, tem q se fazer um auë com 2 meses de antecedencia?
2) Comparacões nesses reencontros são inevitàveis. Comparacões de vida, de resultados, de caminhos tomados. E aì eu sempre saio com a leve impressão de que eu não fiz porcaria nenhuma nesse tempo todo. Não, e isso não è bem inveja.
3) Pessoas que eu não tinha o interesse em ver. Umas por ser indiferente ve-las ou não. Outras que eu não relamente não estava a fim de ficar olhando na cara,mas nada que o tempo não resolva.
4) Reencontrar pessoas do meu passado sempre me dah um certo frio na barriga.È assustador saber que uma imagem meio distorcida sua habita a memoria das pessoas. E mais assutador ainda è perceber que as pessoas interagem com vc baseadas nessa imagem velha e e distorcida.
4) Eu sou extremamente anti-social. Ou melhor, eu sou extremamente observadora. Reuniões com mais de 10 pessoas jà fundem a minha cuca.
***
Então fiquei aqui, em corumba, dancando funk.
Luka Os outros


Terça-feira, Julho 01, 2003

Corumbá- apanhado geral.

*22 hrs de Onibus. Destino- Corumba, qse divisa com a Bolivia. Sol, Calor e Mosquitos( parece que eu estou com catapora).
*Cidadezinha Minúscula, á beira do rio Paraguay( acho que é isso). Pantanal mato-grossense, que aliás é lindo.
Fui visitar uma velha amiga, e me hospedei na casa dela. Portanto acompanhei o dia-a-dia dela, conheci os amigos e a família dela. Deu pra sentir um pouco melhor como é viver ali.
Eu não me acostumaria facilmente á uma cidade tão pequena, e nada bucólica ou idílica. Mas tanto gostei de passar um tempo ali que acabei ficando mais do que o planejado.
*O sotaque dos Corumbaenses é algo interessante. Eu nunca conseguiria identificar de onde eles são só pelo jeito de falar. A cadencia e o ritmo são muito bons, quase tão sonoros como Bahia ou Rio Grande do Sul. Jogue um pouco de caipirismos mineiros e paulistas. Acrescente uma forte influencia do Rio de Janeiro. Adicione expressões locais curiosas , como um garoto chamar os amigos de “Papai” .




Luka Os outros


Sábado, Junho 14, 2003

Eu tinha a estranha mania de gravar fitinhas cassetes temáticas. E sair pela cidade escutando-as num walkman velho de portinhola inexistente. A minha vida tinha uma trilha sonora.
Pois, encontrei uma dessas fitinhas jogada na casa da minha tia. Foi escutar. Circa comecinho de 2000. Só músicas extremamente romantiquinhas. Um cero alguém,claro.
Isso foi antes-d’ontem . Depois disso peguei um ônibus e fui passear no Araça. Sem a fita, claro.

Luka Os outros


Quinta-feira, Junho 12, 2003

Eu : Parabéns Luka. Ir em cemitério em pleno dia dos namorados?
Ileluska: Qual o problema? Quer coisa mais romântica do que um lugar cheio de flores e plaquinhas declarando amores eternos ?
Eu: Não vejo a mínima graça...
Ileluska: É por que você não viu as fotos gozadas que o pessoal costumava pôr nos túmulos...
Eu: Argh. Você precisa de vida, estar no meio da multidão, calor humano...
Ileluska: Calor humano é um dos fatores que arrebenta os túmulos. E há muita vida num cemitério: passarinhos, mosquitos, e eu vi uns 6 gatos...Você quer multidão maior do que a de um cemitério?
Eu: Mas cemitérios são tão... mortos...
Ileluska: Exatamente, cemitérios me fazem sentir viva. Eu posso sair pelo portão e pegar um ônibus, mas eles não!
Eu: Luka, você é louca.
Ileluska: Parabéns, você acabou de descobrir por que você está cursando psicologia.
Eu: @#*?$%

Luka Os outros


Quarta-feira, Junho 11, 2003

Apartamento vazio. (Drama Queen)
O apartamento em que passei 14 anos da minha vida está vazio. Estava alugado, agora está vazio. Pra alugar, pra vender.
Fui hoje lá. Acho que eu cresci nesses dois anos, pois mesmo sem os móveis me pareceu menor.
O apartamento está vazio, mesmo assim ainda pude sentir o peso dos móveis. Ainda me desviava deles; seria capaz de descrever onde ficava cada coisa. Abria gavetas esperando encontrar coisas. Tomava cuidado pra não abrir uma porta e deixar o gato escapar.
Manchas nas paredes, pregos, buraquinhos. E eu dizia: “Esse prego era nosso”, “Esse queimado de carvão é velho”, “essa parede não estava assim”. As janelas sujas. E minha vó ainda dizia : “ até que está bem conservado ” ,e eu pensava “está horrivel”. Eu só queria o apartamento da minha infância.
Quantas vezes, segundos antes de dormir, caminhei mentalmente pelo apartamento. Daí abria os olhos, e me obrigava á pensar em outra coisa. Um lugar que me assombrava, me perseguia. E doía, pois queria estar ali, na minha casa.
E hoje eu fui, lá no apartamento. E doeu.

Não são só boas memórias da infância e adolescência, é mais. É a cidade que eu amo, com a sensação de lar, de pai e mãe próximos, de coisa minha, de estender a mão e pegar o que eu quero.
Não, deve ser diferente de quando se sai de casa. Pois a casa continua lá, habitada pelos pais. Mesmo que depois não seja mais o nosso lar; nos primeiros tempos longe ainda temos a imagem de um porto seguro, um lugar que estará aberto para nós. E, convenhamos, é fácil se aventurar quando se tem pra onde voltar.
Bem diferente de ver as suas coisas serem vendidas, ou dadas. A gente aprende , com sofrimento, que nos apegamos a coisas- não pelo valor- mas por outros motivos e associações sentimentais. Depois, o lugar vazio e , finalmente, entregar as chaves á estranhos.
Diferente de quando se muda de casa, na mesma cidade. Sempre se leva muita coisa da casa velha. Amigos e parentes vem visitar. O telefone novo tocará um dia, e você terá uma conversa absolutamente desnecessária com alguém querido. Talvez os horários não mudem tanto. Você ainda liga a TV nos mesmos canais, o rádio nas mesmas estações. Você continuará á usar os mesmos produtos de limpeza, o mesmo shampoo e perfume. A comida- os ingredientes, o sabor, o cheiro- será a mesma.

Mas não, nada te prepara para uma mudança de país. Pouca coisa se leva, só aquilo que não dá pra se partir. Amigos e parentes não fazem mais parte do seu dia-a-dia. Não haverá mais memórias acidentais: a tia chegando sem Ter telefonado antes, o Domingo de casa lotada e dor de cabeça, sleepovers, brigas e portas batendo. Memórias acidentais que também ajudam a recriar a “áurea” da casa antiga. A TV é diferente, o rádio é estranho. Os cheiros e as texturas da casa serão outros.
E eu tenho a sensação de não Ter mais lar pra onde voltar. Sem um porto seguro, não é mais aventura é vida real. Me sinto presa numa armadilha- sem Ter onde me sentir á vontade.

Esperança. Agora, eu quase duvido da possibilidade de Ter um lar novamente. E não me venha com esse lixo de “lar é onde o coração está”. Bullshit. Corações são infiéis. Corações rejeitam lugares novos.

Luka Os outros


Domingo, Junho 08, 2003

Observações ... hãn.. "psicosociologicas"... duma balada(or, whatever)
- mulheres são burras, ou oq?
- como se dança num chão grudento?
- no bar, o lembrete duplo: " O ministério da saúde adverte: Fumar durante a gravidez faz mal á criança"
- pq algo que é potencialmente auto-destrutivo, faz a gente se sentir vivo?

Luka Os outros


Quinta-feira, Maio 29, 2003

Ficar doente seria ótimo, se não fosse horrivel.
Se não doesse, se a televisão não desse enjoô, se o meu corpo me obedecesse. Seria ótimo dormir a tarde toda, se dormir não fosse a única coisa que não me dava enjoôs. Passar o dia de pijamas seria bom, se eu tivesse alguma outra escolha. Seria interessante receber a atenção das pessoas, se eu não precisasse realmente da atenção e não percebesse a preocupação das pessoas. Se eu não me sentise tão vulnerável, talvez ficar doente não fosse tão ruim.

Luka Os outros


Terça-feira, Maio 27, 2003

"Beijar a mão - mesmo sem luva - de uma senhora, na praia, é tudo quanto há de mais ridiculo . " ("Guia de boas maneiras" de 1964)
O beija-mão ainda vá lá( se você tiver mais de 60 anos...). Me cheira á don-juanismo escamoso, mas o.k.
O que me admira é o "mesmo sem luvas" . Me coloquei a imaginar uma "senhora" de luvas na praia. Ou será que o publico-alvo do livro era tão burro que o autor achou melhor lembrar que "senhoras" não usam luvas na praia?
Luka Os outros


Sábado, Maio 24, 2003

Então, quem me conhece já deve Ter ouvido uma parte dessa história.
Lá pelos idos de 2000 eu quase me converti para uma seita “cristã”. ICOC ( International church of christ , ou igreja internacional de cristo). O problema é que a ICOC é, no mínimo, controversa.
Além de todo o fundamentalismo cristão, a ICOC ainda adota práticas pouco ortodoxas. Excessivo controle sob a vida e os horários dos discípulos, a necessidade de converter o maior número de pessoas, altos dízimos, “bombas de amor”( manipulação de amizades & afeto) e uma retórica assustadora. Fora outras coisinhas...
Demorei um tempo pra sair. Mas até hoje esse é um assunto difícil pra mim. Até hoje alguma coisa dói aqui dentro, algo por Ter sido manipulada e machucada.
O negócio é que os crápulas e hipócritas decidiram “pedir perdão”. É, dizem que “estão reformulando a igreja”: alguns lideres de administradores pediram perdão e/ou renunciaram. (hum, deve Ter sido hilário) .
Por incrível que pareça, essa atitude me revoltou. Embora há muito afastada da ICOC, senti que isso tudo foi e é uma grande picaretagem. Que porra nenhuma vai mudar ali dentro, que nenhum mal futuro ou presente será reparado. Contrariando todas as teorias sociologicas, acho que a ICOC sempre será podre. Pode Ter zilhões de seguidores, mas será sempre podre. Pode se espalhar pelo globo todo, e isso só provará quantas pessoas fracas existem na terra.
Não, eu não sei perdoar. Que esteja anotado.

Luka Os outros




Fato Bizarro do Dia
"Se os sintomas persistirem, o médico deverá ser consultado" . Isso escrito numa lataria dum ônibus(embaixo da janela do motorista) é meio bizarro, não?"
Luka Os outros


Quarta-feira, Maio 21, 2003

Minha boca doi. Maldito ortodontista.
Ônibus lotado.Eu tinha esquecido a agonia que é. E no caminho eu ainda ouvi a história todinha da vida de uma mulher( é, ela me contou)
Mas valeu a pena...poder encontrar a Lala e a Miki é uma maravilha. Ficar jogando conversa fora é divino.
A volta pra casa é que quase me matou.
Luka Os outros


Segunda-feira, Maio 12, 2003

Sampa.
Muitos estimulos, de todos os lados. Os Outdoors.Os milhares de carros.Faróis, neons, luzes de casas. Muros.Pichações. Poluição e cheiros estranhos. Poder entender completamente a conversa dos passantes.Rádios com músicas em português(mesmo que sejam bregas). Novelas(incrível como sentimos falta das coisas mais inusitadas).
Me reacostumar com as ruas de nomes compridos e impossiveis. Me reacostumar ao transito caôtico, aos motoristas malucos e ás buzinas. Os ônibus sem horários, com catracas e pagar passagem á cada ônibus. Moleques de sinal, panfleteiros.Motoqueiros ultra-velozes.
Sem mar, sem montanhas. Cidade vertical. Céu fechado.
Estranha sensação de filme já visto, mas não memorizado.

Luka Os outros


Quarta-feira, Abril 23, 2003

Paranóia II
Ok. Então a OMS decretou Toronto como área de alto risco para a SARS; e viagens para Toronto deveriam ser adiadas.
Eu moro na costa do pacifico, Toronto fica no atlantico. Mas estou indo pro Brasil em uma semana, e a minha passagem é Vancouver-Toronto, Toronto- São Paulo.
Ou seja, eu vou estar vindo de uma área de "alto risco".

O legal mesmo seria declararem Vancouver (minha provincia) como área de "alto risco"- isso é uma ironia.
Sim, por que Vancouver é a segunda cidade mais infectada do Canadá, só perde pra Toronto.

Ah, a recomendação da OMS provocou indignação por aqui. O ministério da saúde Canadense já questionou a tal recomendação. Parece que todos os casos recentes de SARS em Toronto estão conectados aos primeiros casos. Ou seja, a infecção foi por contato pessoal ( mesma casa, alas de hospitais, etc). Nada do tipo "eu estava andando na rua quando o virus da SARS me atacou por trás. "
Luka Os outros


Sexta-feira, Abril 18, 2003

Paranóia:
O canadá já tem 304 suspeitos ou confirmados de SARS ( pneumonia asiática).Só perde para singapura, estados unidos e hong honk .
Hoje fecharam duas alas de um hospital aqui na provincia.
Justo hoje eu acordo com um puta resfriado.

Luka Os outros


Terça-feira, Abril 15, 2003

20 anos, morando com meus pais. Sem dinheiro, sem emprego. Sem amor, sem amigos ( fisicamente) próximos. Sem certezas existenciais. Sem beleza,sem etiqueta; sem sorriso, sem palavras doces. Sem pátria. Sem certezas sobre futuro profissional.
Sem coragem de desmontar e encaixotar o quarto.
Sem coragem de acordar.
Sem coragem de voltar para o que não tem volta.
Sem saco pra conversas idiotas, fúteis e banais.
Loser.

Luka Os outros


Segunda-feira, Abril 14, 2003

Acho que luxei meu dedo. Quer dizer, se ele não estiver quebrado já está bom.
Inchado embaixo, doendo pacas no meio e completamente torto na ponta.
Mais um machucado para a minha coleção de "machucados feitos dormindo" ( arranhões, hematomas, câimbras, etc). E eu não tenho a mínima idéia de como faço isso.

Luka Os outros


Quinta-feira, Abril 10, 2003

Entreguei meus últimos trabalhos hoje. Um sobre os índios kalapalo que produzem óleo de pequi. Hiper interessante.
Outro sobre androginia e ansiedade. Esse último era um trabalho de pesquisa, com estatísticas, 40 questionários e tudo mais. Mas tudo bem, alguns questionários foram devidamente falsificados, e os números devidamente manipulados.
Ah, nada o risco (pequeno) de uma expulsão pra me fazer sentir viva!

Luka Os outros


Sábado, Abril 05, 2003

Meus últimos dias tem sido.... lotados.
1 trabalho e 1 prova de politica. 2 trabalhinhos de estatistica. 2 trabalhos de psicologia. 1 trabalho e 1 prova de antropologia. 2 trabalhos e 1 apresentação de sociologia. 1 apresentação, 4 trabalhinhos e 2 provas de criminologia.
12 livros, 8 cds e 2 filmes retirados nas bibliotecas.
2 livro comprado, 3 cds ganhos. Primeira e Segunda temporada dos Sopranos "baixada e assistida".
Visitas á 4 parques, 2 mercados turisticos e 2 museus.
2 manifestações contra a guerra, e uma palestra dada por um casal kurdo(?!)
1 jantar no exército da salvação.


Luka Os outros




Turistas ficam comparando preços e custo de vida. Turistas ficam idolatrando ou rebaixando o seu país de origem. Turistas chegam a conclusão que é melhor ser "alguém" no país de origem, do que ser um "anônimo" no estrangeiro( e eu me pergunto, será que conseguiriam passar pela imigração?). Turistas ficam indignados quando os nativos não entendem o seu inglês "fluente".Turistas acham que todos estão contra eles só por que são latinos; mas se referem a todos os orientais como "japonês" , e todos árabes como "turcos". Turistas reclamam do clima- a chuva, a neve escorrega e o sol machuca os olhos. Turistas acham os nativos meio imbecis e alienados.Turistas se indignam com o patriotismo dos nativos, mas não percebem o quanto soam regionalistas. Turistas entram em toda santa loja- e levam 3 horas, em cada. Turistas atraem conterrâneos- mas viagem não era pra conhecer gente nova? Turistas reclamam até da picada dos mosquitos, e dizem "mas aqui também tem mosquito?" Turistas reclamam das moedas- do peso, da cor e do tamanho. Turistas reclamam do aspecto comercial e "bem-ajeitado"das atrações turísticas; e do centro da cidade meio feio e dos subúrbios semi-desertos. Turistas dão notícias brasileiras de 5 anos atrás como se fossem novidades; e se impressionam quando falamos que existem jornais e revistas on-line. Turistas olham para nós, imigrantes conterrâneos, como se tivéssemos esquecido tudo sobre o nosso país de origem- então eles começam a contar tudo sobre o país que deixamos há 2 anos.


Luka Os outros